
No dia 9 de Setembro realizou-se na nossa escola uma acção experimental por videoconferência com a Dra. Laura Santos da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, subordina da ao tema "Intervenção em situações de risco ou perigo em crianças e jovens em contexto escolar".
A acção foi organizada pela CPCJ de Armamar no âmbito da Comissão Alargada e estava prevista no Plano de Acção para o corrente ano. Destinada a professores e outros profissionais da área da educação, serviu para fazer um treino de sinalização de situações de risco e perigo.
Foi uma experiência pioneira para ambas as comissões.
Organizaram e dinamizaram a Acção a Professora Representante/Tutora na CPCJ Dr.ª Isménia Proença e a Representante da Segurança Social na mesma CPCJ, a Dr.ª Teresa Morgado. Colaboraram igualmente docentes da Escola: Professores Alfredo Lacerda e Fernando Reis, que prestaram apoio técnico na área das TIC. Compareceram também dois agentes da GNR e a Coordenadora dos Representantes do Mi-nistério da Educação às CPCJs da Equipa do Douro-Sul.
A acção decorreu numa sala de aula normal, equipada com um computador portátil ao qual estavam ligados um datashow, um ecrã, dois microfones sem fios e duas colunas. A plataforma informática utilizada para a comunicação através da internet foi o SKYPE, programa gratuito entre os utilizadores inscritos.
Foram definidos como objectivos principais:
• Sensibilizar para a necessidade de se reconhecerem sinais e sintomas de alerta de maus-tratos, bem como, de contextos familiares de risco;
• Dotar os técnicos de competências que lhe permitam identificar potenciais situações de risco;
• Capacitar os técnicos de competências que lhes permitam avaliar e sinalizar precocemente e de forma adequada e eficaz, com recurso a alguns instrumentos;
• Promover a prevenção da problemática.
• Testar um modelo de Acção por Vídeo-conferência com vista à sua implementação mais generalizada.
A acção iniciou-se com uma parte prática dirigida a todos os docentes, seguida de uma apresentação a cargo das duas representantes presentes fisicamente na sala, com a presença via videoconferência do elemento da CNPCJR -Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco.
Usaram-se diversas metodologias o que tornou a sessão dinâmica. Aos presentes, à medida que entravam foram distribuídas letras (A a D) que, correspondiam às salas onde se viriam a constituir grupos de trabalho.
Uma vez completo o grupo por sala, era discutida uma história hipotética – mas que podia ser real – constituída por seis momentos. Cada momento correspondia a uma possível atitude por parte de cada um, isto é, se ao fim de cada momento alguém já tivesse tomado alguma atitude, saía da sala, regressava à sala inicial, preenchia um formulário informático que era enviado para a Dr.ª Laura, em Lisboa.
Enquanto a CNPCRR fazia o tratamento destes dados, na sala, agora em grande grupo, as duas técnicas responsáveis pela acção exploraram um PowerPoint com alguns aspectos teóricos relevantes.
Foi então aberto um período de debate entre todos, em que o elemento da CNPCJR tomou parte activa esclarecendo dúvidas surgidas no decurso da acção.
Professora Isménia Proença
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